domingo, 9 de janeiro de 2011

Equoterapia

A equoterapia é o processo de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais, que utiliza o cavalo como meio para, por meio e com o acompanhamento de uma equipa de profissionais especializados, trazer aos portadores de deficiência a melhora possível tanto física quanto psíquica.
O papel do psicológico na equoterapia : Inicialmente é feito um trabalho de aproximação ao cavalo e ao ambiente onde ocorrerão as sessões, se for bem sucedida será uma condição para o êxito de todo o trabalho. O cavalo actua não apenas como um espelho onde são projectadas as dificuldades, progressos e vitórias, mas também como um novo estímulo, pré propicia novas percepções e vivências. Cavalgar neste animal, dócil, porem de porte avantajado, leva o praticante a experimentar sentimentos de liberdade, independência e capacidade, sentimentos estes importantíssimos para a aquisição da autoconfiança, realização e auto-estima. Deste modo tanto para o praticante como para o cavalo e para os profissionais envolvidos, é um trabalho vasto em possibilidades e extremamente dinâmico, que inclui desde o contacto e o vínculo afectivo com o animal, até o acto de montá-lo.
O cavalo possui então três andamentos naturais, instintivos, que são o passo, o trote e o galope. O trote e o galope são andamentos saltados. Isto quer dizer que entre um lance e outro, seja de trote ou galope, o cavalo executa um salto, existe um tempo de suspensão em que ele não toca com os membros no solo. Em consequência, o esforço é maior, os movimentos mais rápidos e mais bruscos e quando volta ao solo, exige do cavaleiro mais força e um maior equilibrio, por isso, só são utilizadas estes andamentos em equoterapia com praticantes já experientes. A característica mais importante para a equoterapia é o passo, este produz no cavalo e transmite ao cavaleiro uma série de movimentos sequenciados e simultâneos, que proporcionam um movimento tridimensional, que se traduz, no plano vertical, movimentos para cima e para baixo; no plano horizontal, movimentos para a direita e para a esquerda, segundo o eixo transversal do cavalo; e um movimento para a frente e para trás, segundo o eixo longitudinal.
                                                                        Ana Margarida

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