quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Cavalo e o Homem

 
O cavalo é um animal que destaca princípios simples como a confiança em si, nos outros e nos seus pedidos, a afirmação de si próprio, a clareza dos pedidos, a calma, a paciência, a escuta, o respeito.
Perante um cavalo estamos mais presentes, mais conscientes das nossas atitudes e dos nossos gestos, o que permite clarificar a nossa comunicação não verbal.
O participante que brinca, age ou trabalha com o cavalo, acaba por se ver “nos olhos” deste porque as suas expressões e reacções estão ligadas àquilo que vê como expressões e reacções de si próprio.
O cavalo funciona como um espelho das nossas emoções, pelo facto de ser mais parecido com o ser humano do que possamos imaginar.
Tem necessidades psico-relacionais similares aos dos humanos, o que o leva a ter reacções comparáveis e torna a sua presença durante sessões de terapia, muito rica e reveladora.
Os cavalos ajudam-nos no nosso desenvolvimento pessoal, espelhando-nos através da sua reacção.
Para concluir, além das tomadas de consciência que provoca ou que permite clarificar, o cavalo é o parceiro ideal para o desenvolvimento pessoal porque é generoso, paciente, tolerante aos erros alem de bem-disposto ao nosso respeito mesmo se não estamos acostumados a lidar com ele (é o caso de maioria das pessoas).
Graças às qualidades deste animal, a aprendizagem de novos comportamentos faz-se com sucesso.
Trata-se de um dos grandes segredos do trabalho assistido pelo cavalo.


As vantagens são várias e estão relacionadas com a correcção de posturas e movimentos, com o desenvolvimento da compreensão de novos conceitos e tarefas e com a capacidade de aplicar conhecimentos adquiridos em situações diferentes. Desenvolvem capacidades de expressão e autocontrole. Notam-se visíveis melhorias na compreensão dos próprios sentimentos e na modificação de comportamentos


                                                                                                            Teresa

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Equitação e Saúde


 
Como já devem ter percebido, neste segundo período que aí se avizinha, vamos dar asas á segunda parte do nosso tema "Saúde". Vamos interligar a equitação com a saúde proporcionando-vos esclarecimento acerca dos diferentes sub-temas escolhidos, mostrando-vos os benefícios da equitação, nas várias doenças que iremos falar, incluindo o ganho de autoconfiança e relação com o cavalo.

 




                                                                                                                            Zé

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sinais de comunicação

Um dos sinais de comunicação mais utilizados e mais fácil de ser observado é o transmitido pelas orelhas. Elas mostram sempre para onde está direccionada a atenção do cavalo. Conforme a posição das orelhas, o cavalo mostra o seu ânimo e a sua atenção. Por exemplo:
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inclinação aguda para a frente indica tensão, curiosidade ou boa intenção;
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caídas para o lado significam aborrecimento ou cansaço;
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abaixadas e voltadas para trás indicam animosidade ou agressão.

Os cavalos também usam combinações dessas posições, além de posições intermediárias que, por enquanto, só eles mesmo entendem o significado. Entretanto, sabemos que as
orelhas em pé e voltadas para trás denotam a presença de um dominador, que geralmente é o treinador ou o cavaleiro e indicam submissão, obediência.
A cabeça mostra, através de movimentos pendulares, que existe alguma insatisfação, uma vontade de sair da situação em que está. Quando montados, demonstra desagrado com a embocadura ou com o exercício imposto. Mas, muitas vezes, o movimento com a cabeça serve apenas para aumentar o campo de visão do animal ou para chamar a atenção de alguém. A investida ou empurrão com a cabeça é também uma forma de atrair a atenção ou talvez a demonstração de não gostar de alguma coisa que está vendo ou sentindo.  
As pernas não servem somente para dar movimento e estrutura, também possuem a sua linguagem:
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Escavar o chão com as patas mostra o desejo de procurar algum alimento ou de o pedir ao seu dono. Serve também de reconhecimento e como desejo de continuar com algum movimento, mostrando algum tipo de frustração.
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Levantar a pata dianteira é ameaça, pois dá início ao coice frontal.
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Levantar a perna traseira é um ato defensivo, anterior ao coice.
- O coice é uma forma de protecção, agressão, dominância e força, enquanto
bater e pisar são maneiras como o cavalo demonstra que é o que domina, é uma forma de protesto. 





                                                                                                                       Zé 

 

Comunicação dos cavalos usando oito sons principais 

Relincho: é um som longo, alto e agudo, usado para chamar a atenção sobre algo ou de alguém.
Resfôlego: é um som que se origina através da saída bruta de ar pelas narinas, que trepidam. É uma forma de limpar as vias respiratórias, aumentando a oxigenação. É o som que traz consigo curiosidade e medo ao mesmo tempo, quando vê algo novo. Muitas vezes é usado para alertar os outros animais da novidade.
Guincho: é um som emitido com a boca fechada, sendo baixo e frequente em encontros não muito “românticos” entre éguas e garanhões. É dado em sinal de defesa, rejeição.
Ronco: um som grave, curto e descontínuo, pode ser de cumprimento, namoro ou maternal. Quase sempre está ligado ao reconhecimento, a um sinal leve de excitação, ou porque viu um cavalo amigo, uma pessoa querida, um alimento, uma égua ou o filho (potro).
Ronco de namoro: é o mais excitante, pois é acompanhado do bater dos cascos e o movimento da cabeça, pescoço e cauda. Muitos cavalos reagem dessa forma na aproximação de seus donos.
Urgido: é um som agudo, comum entre os cavalos selvagens e ocorre em estados emocionais intensos. Semelhante ao resfôlego, mas sem trepidação,
Sopro: é um som mais suave e com uma mensagem menos tensa, significando apenas surpresa o descontracção.
Suspiro: saída longa de ar pelas narinas, onde o animal demonstra um certo tédio, mal estar digestivo ou até mesmo angústia.





                                                                                                                                     Zé